Extra! Extra! Mais 2 Encontros de Paraty em novembro

No dia 18 de novembro, “As Festas de Paraty”, reune Marina Mello e Souza, Professora Doutora do Departamento de História da USP autora do livro “Paraty e as festas”, o historiador Diuner Melo, autor de vários livros, inclusive “Manual do Festeiro do Divino em Paraty” com mediação de Nena Gama.

No dia 24 de novembro, “Histórias da Banda Santa Cecília” vai reunir os músicos com mediação de Marcos Maffei. História não deve faltar na nossa querida e tradicional banda que anima as festas religiosas e populares de Paraty.

Marina Melo e Souza

Graduada em Ciências Políticas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1981), mestre em História da Cultura pela mesma universidade(1993) e doutora em História Social pela Universidade Federal Fluminense (1999). Desde 2001 é professora do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, atuando na graduação e na pós-graduação.

Atualmente dedica-se à história da África centro-ocidental nos séculos XVI-XVIII, com atenção especial aos temas ligados à presença do catolicismo entre os povos centro-africanos e suas articulações com o comércio e com as organizações políticas. Tem trabalhos na área de cultura popular e cultura afro-brasileira, espacialmente ligados às festas e cultura material.

DIUNER MELLO

Nasceu em Paraty, há mais de 50 anos se dedica à pesquisa da história local. Exerceu cargos públicos com relação a história e a cultura paratienses. Recebeu da Câmara Municipal a Comenda Inconfidente Salvador Amaral Gurgel pelos relevantes serviços prestados a história e cultura de Paraty. Publicou: Paraty, roteiro do visitante;Paraty no ano da IndependênciaA Festa do Divino Espírito Santo em ParatyRoteiro documental do acervo público de ParatyParaty e a Maçonaria e Paraty Estudante.

Veja também:

Nena Gama entrevista Diuner Mello sobre o seu livro “Manual do Festeiro do Divino em Paraty”(2001)

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Ciranda é o próximo tema dos Encontros de Paraty

A Associação Casa Azul realiza dia 2 de novembro, a partir das 18 horas, a quarta palestra do ciclo de cultura Encontros de Paraty, que terá as Cirandas como tema central. O evento, que acontecerá na casa da Praça, abordará essa tradição brasileira que fincou profundas raízes na cultura caiçara, encantando moradores e visitantes de Paraty.

Leônidas Passos e Zé Malvão do grupo de cirandeiros “Os Caiçaras”, Leandro Campelo da “Ciranda Elétrica” e Pardinho do “Grupo de Danças Folclóricas de Tarituba” serão os convidados especiais, conectando modernidade e tradição desse ritmo e pensando juntos a ciranda ontem, hoje e amanhã.

Encontros de Paraty é uma iniciativa que reúne personalidades de destaque do cenário cultural da cidade com o objetivo de promover palestras e debates sobre o rico patrimônio cultural paratiense.

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Em ritmo de úga úga há há!!!

Em clima de gostoso bate-papo a segunda edição do ENCONTROS DE PARATY, ciclo de conversas que reúne algumas das principais vertentes culturais da cidade, idealizado pela Casa Azul, foi sem dúvida um espanto, pois desta vez o assunto foi sobre os 26 anos do não menos arrepiante Bloco da Lama. O andor que trouxe os pormenores da criação deste nosso ícone carnavalesco foi carregado para dentro da Casa da Praça pelos irmãos Lúcio Congá e Marcelo Pipito, os primeiros enlameados nessa história; sob os clicks das poderosas lentes fotográficas de Giancarlo Mecarelli, fotógrafo atingido pela forte imagética de homens e mulheres que nos remetem a tempos  imemoriais quando cobertos pela lama medicinal do lado esquerdo da praia do Jabaquara.

Tudo começou numa tarde de sábado de carnaval, quando um grupo de jovens catava caranguejos. O zunzumzum infernal dos muruíns, inseto comum dos manguezais, fez com que os rapazes se lambuzassem de lama, que é um artifício muito usado para se proteger desses temíveis kamikazes e se viram assim, entre urros e caretas, engraçados e terríveis ao mesmo tempo, dando o start a uma inocente aposta: desfilar como homens das cavernas pelo Centro Histórico. Não deu outra! Usando os próprios adereços que encontraram ali mesmo no mangue (barbas de velho, galhos, folhas…), o bando atravessou a ponte do Pontal aterrorizando turistas e moradores, que corriam tresloucados com tamanha originalidade do bom terror. Um sucesso anunciado! Desde então, literalmente por osmose, o que era um bando virou centenas e atualmente milhares de “grotescos” foliões somam-se a cada ano.

Ao chegar a Paraty em 2004, Giancarlo Mecarelli, impressionadíssimo com tudo e todos, já conspirava com os irmãos fundadores uma grande exposição sobre os 20 anos do Bloco da Lama e, em 2005, à porta da recém aberta Galeria Zoom, crânios de boi, barbas de velho, planta conhecida também como musgo espanhol que alcança até 6 metros de comprimento, era o prenúncio da exposição de fotos incríveis sob um fundo musical gutural, misto de antigas cantorias indígenas e africanas, que ambientou a exposição. Neste mesmo ano Giancarlo cria o Paraty em Foco – Festival Internacional de Fotografias, um dos maiores eventos de fotografia da atualidade.

Os irmãos Congá e Pipito contaram que o maior legado do Bloco da Lama não é ser considerado como uma das “maiores manifestações espontâneas” do Brasil, mas sim mostrar aos participantes e principalmente aos alunos da rede escolar do município que o meio ambiente, o valor da cultura caiçara e as relações sociais entre os homens são questões fundamentais que devem estar presentes em nossos corações e mentes.

Lúcio e Marcelo também falaram sobre a questão do Bloco não entrar mais no Centro Histórico, sendo uma decisão do próprio grupo, devido ao número absurdo de participantes a cada ano. Decisão difícil, mas sensata, principalmente levando em conta que no fim da apresentação os participantes pulavam da ponte do Pontal despreocupados com a fundura do Rio Perequê ou com o risco de atingir outro integrante abaixo, na enorme iminência de afogamentos.

Por fim, o público pode assistir a algumas filmagens produzidas pela saudosa Eco TV e também a seleção de fotografias que foram expostas por Giancarlo na Galeria Zoom. Para a celebração de mais um sucesso do ENCONTROS DE PARATY todos aplaudiram embevecidos ao gritar o ÚGA ÚGA HÁ HÁ!!! imponente grito de guerra do Bloco da Lama. O encontro foi mesmo de limpar a alma!!!

Flávio Araújo

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Eco TV é o tema da terceira palestra do ciclo Encontros de Paraty

A Associação Casa Azul realiza dia 19 de outubro, a partir das 18 horas, a terceira palestra do ciclo de cultura Encontros de Paraty. Reunindo personalidades de destaque do cenário cultural da cidade, o objetivo dessa iniciativa é promover palestras e debates sobre o rico patrimônio cultural paratiense. O próximo encontro terá como tema central a Eco TV e o patrimônio cultural de Paraty.

Durante toda a década de 1990 Paraty contou com a TV Eco, uma televisão educativa e comunitária. No encontro do dia 19 se discutirá o papel da Eco TV e a importância dos meios de comunicação na valorização e perpetuação do patrimônio cultural de Paraty.Para refletir a atuação, o impacto e as mudanças que o canal local promoveu na cidade, o Encontros de Paraty convidou três profissionais da extinta emissora: Nena Gama, Lia Capovilla e Themis Corrêa.

Interagindo com convidados especiais e com um público formado principalmente por pessoas da cidade – que acompanharam a década televisiva de Paraty – serão exibidos trechos do Eco Jornal, da Retrospectiva 1996 e do infantil Revistinha do Ecolino. O papel dos meios de comunicação e das redes sociais como equipamentos de educação e valorização dos patrimônios paratienses permearão a conversa.
Participem!

Local: Casa da praça, ao lado do IPHAN, na praça da matriz
Horário: das 18hs às 20hs
Contato e informações: luara@casaazul.org.br
                                                (24) 3371-7082

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Biblioteque-se!

Reinauguração da Biblioteca da Casa Azul 

A palavra biblioteca deveria ser um verbo, assim poderíamos bibliotecar como quem come e se veste todos os dias. Pois que bibliotecar-se é uma forma de alimentar a alma e se vestir de pleno conhecimento.  Para permitir que a palavra assuma as concretas prerrogativas dentro de toda a sua inerente e rica complexidade, a Associação Casa Azul acaba de reinaugurar a Biblioteca Casa Azul, um lugar que convida ao momento mágico que se estabelece entre o leitor e o livro, oferecendo o ambiente perfeito para que ali aconteça o acaso peculiar do encontro daquele livro que tem sim o poder de mudar rumos e alinhavar horizontes.

As atividades da reinauguração aconteceram na pracinha do Pontal e também no próprio espaço da biblioteca, a partir das 9 horas de uma deliciosa quinta-feira de primavera, especificamente no dia 6 outubro e foram até as 16 horas, embora entre os presentes tenha predominado o desejo de que a programação adentrasse pela noite.  A ordenação do espaço ficou perfeita! Tapetes e pufes dispostos tornaram o ambiente mais gostoso, lugar comum dos que se entregam às fantásticas viagens ao ouvir a contação de estórias, e muitas histórias foram contadas pelos  nove mediadores, entusiasmados com tantos olhos e ouvidos atentos.

A criançada foi apresentada aos mais de 300 livros e gibis que compõem a biblioteca, entre eles coleções completas de Cecília Meireles, Meg Cabot e Harry Potter, que serviram de link para que a imaginação se materializasse com a mostra de ilustrações de castelos assombrados, heróis atrapalhados, monstros engraçadíssimos. Há boatos que até uma inacreditável princesa que soltava pum apareceu por lá!.

Em cada canto havia, sim, seu encanto. Até as árvores da pracinha Vanessa Porto frutificaram livros como num passe de mágica, convidando pequenos leitores a deliciosas mordidas literárias. Tudo isso, é claro, sob um sol maravilhoso. E entre a ficção e a realidade, um carrinho abarrotado de deliciosas pipocas estacionado à porta da biblioteca oferecia a guloseima a todos os presentes.

Um dos destaques da reinauguração da biblioteca foram as sete apresentações do teatro de bonecos do super Thêmis Corrêa, que, entre outras divertidíssimas estórias, presenteou os boquiabertos espectadores com a adaptação da bela fábula O Velho, o Menino e o Burro. Thêmis é um desses artistas que vai onde o povo está, levando a arte milenar dos bonecos pelas associações de bairros espalhadas entre a zona costeira e rural, numa saga de 32 anos que compreende não somente a apresentação de seus bonecos, como também a capacitação de leitores e a transmissão do conceito de sustentabilidade, tendo por base a cultura caiçara, mote central da peça O Paraíso Perdido.

Mas como falar da festa sem falar dos convidados? Sim, os convidados foram o ponto alto da reinauguração. Um mar de pequenos (em estatura) e grandes (em potencial) buscadores da boa leitura e entretenimento vieram de oito escolas, num total de aproximadamente 300 alunos, sendo dispostos pelos cinco pontos de mediação.  A ideia central é que o leitor é a causa maior de uma biblioteca, a razão de seu existir. Portanto, a presença deles foi a confirmação de que a história da Biblioteca Casa Azul está sendo escrita com letras de ouro. Assim, ao lado de uma família de leitores e do preço do livro, a criação, ou no caso da Biblioteca Casa Azul, a sua reinauguração, auxilia na composição de um dos principais pilares para a formação do leitor, que é conceder o acesso ao livro.

A Casa Azul criou e mantém a primeira biblioteca destinada ao público infanto-juvenil, com um acervo de mais de 12 mil títulos de todos os gêneros, exemplares estes doado por editoras parceiras. Com essa iniciativa, ajuda a construir de modo perceptível a verbalização da palavra biblioteca na cabeça dos promissores leitores que a visitam. Biblioteque-se!

Flávio Araújo

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Encontros de Paraty – a origem e a tradição do Bloco da Lama


É com enorme satisfação que a Associação Casa Azul convida todos a participarem da segunda palestra do ciclo de cultura Encontros de Paraty. Reunindo personagens expressivos do cenário cultural da cidade o objetivo dessa iniciativa é promover palestras e debates sobre o rico patrimônio cultural paratiense.

Próximo encontro será dia 11 de outubro (terça-feira) na Casa da Praça das 18h00 às 20h00.
Com Lucio Assis, Marcelo Assis e Giancarlo Mecarelli

O Bloco da Lama, que nasceu de um movimento social, é, atualmente, patrimônio cultural paratiense e, através das lentes do fotógrafo Giancarlo Mecarelli, transformou-se em uma bela exposição. Este encontro tem como objetivo ressaltar a importância do registro fotográfico para a preservação e divulgação da nossa cultura.

Os irmãos Marcelo e Lúcio Assis são professores da rede municipal de ensino há 23 anos e coordenadores e fundadores do projeto Bloco da Lama. A Tribo da Lama passou a ser uma marca e referência da cultura popular paratiense, baseada nos princípios de sustentabilidade já participou de vários eventos culturais em Paraty e em outras cidades.

Giancarlos Mecarelli, fotografo e diretor de arte de importantes agencias publicitárias no Brasil e no mundo, escolheu Paraty como seu lar em 2004. Já em 2005 Mecarelli abriu a Galeria Zoom que teve como uma das primeiras exposições os “20 Anos do Bloco da Lama”. No mesmo ano criou o Paraty em Foco – Festival Internacional de Fotografia, que é atualmente uma das maiores iniciativas culturais do país ligadas à fotografia.

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A Praça da Matriz no tempo

Ao longo da sua história a Praça da Matriz já recebeu vários nomes diferentes. Foi Largo Municipal, depois Praça 15 de Novembro e, também, Praça Monsenhor Hélio Pires. Mas o que nunca mudou foi a sua importância como espaço de todos os paratienses, onde acontecem encontros, festas tradicionais e se constrói um pedaço da história da cidade.
O projeto de Restauro e Requalificação da Praça da Matriz resgata aspectos do projeto original da década de 1920 e também leva em conta lembranças de paratienses que viveram histórias e experiências na Praça em diferentes épocas. Restaurar não significa voltar no tempo, retroceder. Por isso, o projeto busca integrar elementos do projeto original com a memória coletiva da Praça, além de incorporar melhorias que permitam ajustar o espaço ao uso que a população dá ao local nos dias de hoje.


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